O que é CGM?

Atualizado: 29 de Abr de 2019


Todos os anos acontece um evento maravilhoso em Paris chamado ATTD (Advanced Technology and Treatment for Diabetes), onde várias empresas lançam seus produtos revolucionários para diabetes que buscam sempre melhorar a nossa qualidade de vida. Eis que vi uma novidade que me deixou bem animada: a Roche vai lançar um sensor CGM! Ao compartilhar essa notícia no Facebook percebi que muita gente não sabia o que essa sigla significava e que causou uma mini confusão em relação ao Libre.

2016 foi um ano muito positivo em relação às inovações no tratamento do diabetes no Brasil. Ganhamos o Libre, um sensor Flash de Monitoramento de Glicose que substitui as picadas no dedo. A princípio é bem fácil de entender: o sensor tá ali, é só passar o aparelho. A leitura pode dar um pouco diferente porque ela é feita no líquido intersticial e não no sangue (mas isso é papo para outro post!).Demorou uns meses para a população diabética geral pegar de fato como funciona, e agora anunciaram que a Roche vai lançar o tal CGM pra quem não usa Bomba de Insulina!

Quem é usuário de Bomba de Insulina da Medtronic está bem acostumado com essa sigla que significa Continuous Glucose Monitoring (Monitorização Contínua de Glicose). O nome já é auto explicativo, mas algumas pessoas costumam confundir o CGM com o sistema Flash do Libre.

Vou explicar pra você porque o CGM é extremamente superior:

O nosso corpo humano constantemente está monitorando internamente os nossos níveis de glicose. Em uma pessoa sem diabetes, o corpo toma decisões sozinho quando os níveis começam a alterar. No nosso corpo com diabetes não consegue tomar essa decisão. O sensor de Monitorização Contínua de Glicose mede a nossa glicose continuamente e envia as informações para a Bomba de Insulina (o que temos no Brasil hoje) ou para um dispositivo especifico (O que a Roche vai lançar ou o Dexcom, por exemplo, não está conectado a nenhuma bomba de insulina!), que por sua vez é inteligente o bastante para entender os dados desse sensor e emitir alertas caso a glicose saia da meta.

Ou seja, a grande diferença do CGM para o Libre é que você não precisa passar o dispositivo no sensor para ler. Melhor ainda: ele te mostra em tempo real como está a sua glicose e te avisa quando você precisa tomar alguma atitude!

Perfeito, não?


Essa tecnologia está mudando a forma como vemos o diabetes. Através da leitura pelos gráficos, podemos ver indicações de tendência de glicose, a variação da glicemia ao longo do dia e assim podemos tomar decisões antes de algo acontecer. O meu percentual de hipoglicemias caiu de 40% pra 7% em 2 meses usando o CGM com a Veo. A melhora na qualidade de vida da pessoa com diabetes é imensurável!!!

O libre é bem legal e tal, mas não é um CGM rsrs

Por isso que acredito que com o lançamento desse da Roche, será um ''concorrente'' de peso, já que o sensor será MUITO superior: além de avisar as hipos e hipers, ele vai durar 60 dias!

Vejo nos perfis de Instagram do povo que mora na Europa e Eua todo mundo usando sensor e melhorando o sue controle e qualidade de vida e fico extremamente feliz em saber que isso está pra chegar ao Brasil!

Meu trabalho de levar informações a vocês só me traz alegria! Vamos aos poucos melhorando a mentalidade brasileira em relação ao diabetes e provar que a vida pode ser mais fácil do que é!

Tecnologia, eu te amo! O que antes era uma exclusividade de quem usava Bomba de Insulina, agora tá chegando pra todo mundo <3

Por um Brasil mais consciente em relação ao controle do Diabetes!

Algumas leituras pra quem entende em inglês:

3 razões para usar um sensor de Monitoramento Contínuo de Glicose

A anatomia de um sensor de glicose

#diabética #diabetes #diabetescontrolado #diabetestipo1 #controledodiabetes #CGM

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Bia é empresária, formada em Relações Públicas, estuda Biomedicina e convive com diabetes tipo 1 desde os 6 anos. Em 2015, criou o Biabética para incentivar pessoas com diabetes a verem a vida doce de forma mais leve e positiva.

Melhor blogue de diabetes tipo 1 2019

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