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Cetoacidose Diabética: Você sabe o que é e como evitar?

Atualizado: Mar 24

Atenção: este texto não tem o objetivo de assustar a população. É preciso informar para evitar complicações maiores.




A Cetoacidose Diabética é uma condição já bem conhecida e que se não tratada da maneira correta pode levar a óbito. Mas calma, não se assuste, a tecnologia e a medicina avançaram e, hoje, é possível tomar medidas para prevenir essa complicação. Saber do que se trata, os sintomas e as causas é o primeiro passo! Vou tentar explicar de forma bem simples. Vamos lá!


O que é Cetoacidose Diabética?

Cetoacidose Diabética é uma complicação aguda grave que só acontece em pessoas que tem diabetes, já que está diretamente relacionada com a ação da insulina no sangue.


O que acontece é que quando falta insulina, o corpo não consegue usar a glicose circulante no sangue como fonte de energia e as células começam a buscar outras formas de se manterem ativas. Essa energia que necessitam, muitas vezes, é encontrada nos estoques de gordura que o fígado produz e é nesse momento que começa o problema. Essa gordura que o fígado produz gera os corpos cetônicos, que podem levar o indivíduo a uma grave cetoacidose diabética.


Mas, o que são corpos cetônicos? São substâncias  que deixam o sangue ácido, ou seja, com o pH mais baixo do que o normal, desequilibrado. Essa acidez é extremamente desfavorável para o organismo, porque a maioria das reações químicas que acontecem a cada segundo em nossas células depende de uma faixa muito estreita de pH.


Em resumo, funciona mais ou menos assim:

Falta insulina -> o corpo não consegue usar a glicose circulante no sangue como fonte de energia e busca alternativas -> encontra energia nos estoques de gordura que o fígado produz -> a gordura que o fígado produz gera os corpos cetônicos -> pH do sangue fica ácido e desequilibrado -> Cetoacidose Diabética


As causas da Cetoacidose Diabética

A Cetoacidose Diabética tem algumas possíveis causas, são elas:

- Desconhecimento de que a pessoa é portadora de diabetes e conseqüentemente, a falta de tratamento;

- Aplicação de dose de insulina menor do que seria necessário;

- Consumo de energia do corpo temporariamente aumentado exigindo doses maiores de insulina. Esse consumo de energia pode se elevar em virtude de infecções, traumas, acidentes vasculares e uso de certos medicamentos, por exemplo.


Os sintomas da Cetoacidose Diabética

Agora que você já sabe do que se trata, fique atento aos sintomas da Cetoacidose Diabética e, quando identificá-los, procure o mais rápido possível ajuda médica. Os sintomas são:

1) Glicemia muito alta, acima de 250 mg/dL;

2) Vontade de urinar também constante;

3) Fadiga intensa, às vezes sem motivo aparente;

4) Sede intensa e boca seca além do normal para uma simples hiperglicemia;

5) Pele seca;

6) Dor abdominal, enjôo e vômito;

7) Confusão mental;

8) Respiração rápida e superficial;

9) Hálito com odor de acetona;

10) Altos níveis de corpos cetônicos na urina.


O tratamento da Cetoacidose Diabética

Se você foi ao médico e foi confirmado, através de avaliação química, exames laboratoriais de sangue e urina, que o seu quadro é de Cetoacidose Diabética, chegou a hora de tratá-la. O tratamento deve ser feito no hospital e inclui a administração de insulina, hidratação endovenosa, correção das alterações dos íons no sangue (principalmente de fosfato, sódio e potássio) e acompanhamento dos níveis de consciência.


Prevenção – Informação é a base de tudo

A melhor forma de prevenir a cetoacidose diabética é, em primeiro lugar, saber do que se trata, se informar. Informação é tudo!

Se cuide, faça a aplicação correta das injeções de insulina, realize as medidas de glicemia capilar com o glicosímetro, tenha acompanhamento médico regular e claro, não se esqueça de ter uma alimentação balanceada e equilibrada, evitando alimentos com alto teor de açúcar.


Níveis de Cetona. Quando devo medir?

Lembre-se que a recomendação médica para se medir cetona é quando glicemia capilar (o teste de ponta de dedo feito no glicosímetro) estiver acima de 250 mg/dL. Sendo assim se o nível de cetonas estiver:


Abaixo de 0.6 mmol/L

O que fazer?  Leituras abaixo de 0.6 mmol/l estão num intervalo normal. Siga as indicações do seu profissional de saúde antes de fazer qualquer alteração na sua medicação.

Entre 0.6 e 1.5 mmol/L

O que fazer? Leituras dentro deste intervalo, com um nível de glicose no sangue superior a 250 mg/dl, podem indicar o início de um problema. Entre em contato com seu profissional de saúde.

Mais de 1.5 mmol/L

O que fazer?  Leituras acima de 1.5 mmol/l, com um nível de glicose no sangue superior a 300 mg/dl, sugerem que a pessoa pode estar em risco de desenvolver cetoacidose diabética. Entre em contato com seu profissional de saúde.


A cetoacidose euglicêmica

Talvez você não saiba, mas também é possível estar com cetoacidose diabética mesmo com a glicemia abaixo de 200mg/dL. Estamos falando da cetoacidose euglicêmica, em que a glicemia está aparentemente normal ou apenas um pouco elevada, mas o paciente já está com quadro de cetoacidose.


Tem sido feito diversos estudos sobre a cetoacidose euglicêmica e, muitos deles, indicam que o uso de medicamento, como forxiga e o jardiance, que aumentam a excreção de glicose pela urina são os principais causadores da condição.


E como prevenir? Mais uma vez é importante estar atento aos sintomas da cetoacidose e realizar a medição de cetona sempre que a glicemia capilar estiver acima de 250 mg/dL.


Não se esqueça que ter um medidor de cetona em casa é essencial, ok?!

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Bia é empresária, formada em Relações Públicas, estuda Biomedicina e convive com diabetes tipo 1 desde os 6 anos. Em 2015, criou o Biabética para incentivar pessoas com diabetes a verem a vida doce de forma mais leve e positiva.

O conteúdo deste site não se destina a ser um substituto para aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento.

Nosso conteúdo serve para seu conhecimento e informação. Em caso de dúvida, procure sempre um médico para orientação.
 

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