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86 resultados encontrados

  • Gravidez e Diabetes

    Conversando com amigas diabéticas, chegamos a conclusão de que um dos maiores medos de mulheres diabéticas, é com relação à gestação. Que mulher ao receber o diagnóstico ou em algum momento não se perguntou: será que vou poder ter filhos? Desde que comecei a conviver de fato com “o mundo diabético” percebi que muitas pessoas têm além de preconceito, informações incorretas, mitos que são disseminados na internet fazendo com que muitas pessoas tenham uma visão no mínimo “triste” sobre diabetes e gestação. Para começarmos a falar sobre diabetes e gestação, alguns pontos devem ser considerados. Desde a descoberta da insulina, houve melhora significativa nas taxas de mortalidade materna e fetal, possibilitando que cada vez mais mulheres consigam realizar o sonho de serem mães, tendo uma gravidez e bebês saudáveis. CONCEPÇÃO: O que pode acontecer se uma diabética descompensada engravidar. Porém, é fato que a gravidez de mulheres diabéticas está associada a risco tanto para o feto quanto para a mãe. Existe aumento da prevalência de anomalias congênitas e abortamentos espontâneos em mulheres que engravidam com MAU CONTROLE GLICÊMICO durante as primeiras sete semanas de gestação. O que pode acontecer é a mulher nem saber que está gravida, por isso é fundamental o planejamento da gravidez e a manutenção de um bom controle ANTES da concepção. DESENVOLVIMENTO: O que pode acontecer se a hiperglicemia permanecer durante a gestação. Se a hiperglicemia ocorrer após o segundo trimestre da gestação, durante a fase de crescimento e desenvolvimento da gravidez, o bebê pode apresentar problemas como: macrossomia (bebê grande, pesando mais que 4kg), hipoglicemia, hiperbilirrubinemia (acúmulo de bilirrubina no sangue deixando o bebê amarelo), hipocalcemia (baixa taxa de cálcio no sangue), policitemia (excesso de eritrócitos circulantes na corrente sanguínea) e síndrome de desconforto respiratório. Esclarecido o que a glicemia descompensada pode causar antes e durante uma gestação, fica claro o que nós, mulheres diabéticas devemos fazer: Todas as mulheres diabéticas que pretendem engravidar devem iniciar o planejamento da gestação com o objetivo de manter glicemias normais na pré-concepção e manter esses níveis durante toda a gestação. Alterações na glicemia durante a gestação: No primeiro trimestre ocorre uma grande utilização da glicose materna pelo feto, podendo levar a hipoglicemias e a menor necessidade de insulina. No terceiro trimestre ocorre um quadro bem diferente, normalmente as mamães tem maior resistência à insulina devido a vários fatores, como por exemplo, a secreção de hormônios antagônicos a insulina pela placenta. Vale ressaltar que isso não ocorre SOMENTE com diabéticas, são alterações normais do período gestacional. O aumento do peso corporal também contribui para aumentar à resistência a insulina. Por isso é tão importante fazer um acompanhamento nutricional individualizado. Quando falo em acompanhamento nutricional, não falo de dietas restritivas ou para perda de peso. O acompanhamento deve ter como foco a saúde da mãe e bebê e deve ser elaborado de forma individual para que a mãe mantenha o controle glicêmico adequado e não ganhe peso em excesso. Por que ocorre a macrossomia? (bebês grandes) A partir da nona semana de gestação, o metabolismo do feto é regulado pela insulina produzida pelo pâncreas do próprio bebê. Quando a glicemia está elevada, entra na circulação fetal estimulando a secreção de insulina e utilização de glicose, podendo levar a macrossomia. Resumindo: excesso de glicose no sangue gera bebês com excesso de peso. Durante o planejamento da gestação, é importantíssimo averiguar a presença de qualquer tipo de complicações como: retinopatia, nefropatia, neuropatia e doença cardiovascular. Gestantes com algumas dessas complicações precisam ser acompanhadas mais de perto pela equipe médica, devido ao risco de agravamento durante a gestação. Podendo trazer prejuízos a saúde da mãe e do bebê. Sobre a Hemoglobina Glicada: Todo diabético que se preze sabe da importância de manter a HbA1c dentro da meta (HbA1c <7%) e na gestação isso se torna ainda mais importante. Vários estudos mostram que há aumento de abortos espontâneos e anomalias fetais em gestantes com mau controle. Gestantes com HbA1c acima de 8% tem risco de feto com malformação três a seis vezes maior comparado a mulheres com glicadas abaixo de 8%. Como se planejar para a gestação? Converse com o seu médico e exponha seu desejo de engravidar, ele vai te orientar com relação aos exames que você deve fazer e traçar novas metas para que você tenha uma gestação segura. O importante é fazer essa visita ao médico com antecedência, não adianta querer fazer tudo as pressas. Quem é diabético sabe que ajustes no tratamento levam tempo até estarem 100%. Prepare seu corpo: Beba mais água, se alimente melhor! O ideal é ir ao nutricionista especializado para que ele trace com você o plano alimentar levando em consideração a importância do controle glicêmico e se necessário, manutenção, ganho ou perda de peso antes da gestação. E lembrem-se: ter diabetes não é sentença de infertilidade. Sim, é possível ter uma gestação saudável tanto para mãe quanto para o bebê, desde que você se planeje. Sobre a autora: Noelly Dantas Nutricionista Clínica Educadora em Diabetes Diabética tipo 1 #diabetestipo1 #diabetes #diabética

  • Vamos falar sobre cetonas?

    Você sabe o que são cetonas no sangue? Vou te explicar tudo sobre o assunto! Nosso corpo funciona com insulina abrindo as portas das células para a energia entrar. Quando a glicose está alta, significa que temos insulina insuficiente na corrente sanguínea e precisamos injetar mais para corrigir essa insuficiência. Quando falta energia, seja por uma dieta especifica ou por falta de insulina, o organismo produz as cetonas, ácidos que em grandes quantidades, são um veneno pra quem tem diabetes. Entenda que um pouco de cetona, produzidas na cetose por uma dieta lowcarb, pode até ser bom para algumas pessoas, pois ajuda a queimar gordura mais rápido. Mas se as cetonas forem causadas por falta de insulina no corpo, atenção! É PERIGOSO. Níveis de cetona: 0 a 0,5 - Aceitável. Mas liga pro médico pra avisar 0,5 a 1,5 - Liga pro médico, mede a glicose e aplica insulina urgente Acima de 1,5 - Perigoso! Mede a glicose e liga pro seu médico para saber os próximos passos. O que causa cetona alta? - Ficar horas ou dias com a glicose alta pode levar ao aumento das cetonas. - Cetonas altas não significa Cetoacidose. Cetoacidose é um quadro grave de descontrole da glicose combinado com cetonas altíssimas durante muito tempo. - CETOACIDOSE mata. Então vamos evitá-la né? - As cetonas podem surgir mesmo quando a glicemia não esta muito alta. Em caso de infecções internas como gripe, resfriado ou infecção urinaria por exemplo, é bom medir as cetonas de vez em quando para tirar a duvida e estar sempre em contato com o médico. Causas mais comuns da cetona alta - Cateter dobrado - Insulina estragada - Dose de insulina insuficiente - Infecções (gripe, resfriado, virose, etc) Dicas finais: - tenha em casa um medidor de cetona (o leitor do libre é um glicosímetro e mede cetonas. A fita é diferenciada). - sempre se mantenha hidratado - fique atento à validade da sua insulina - troque a canula na frequencia correta - não se contente com uma glicemia alta, dizendo que ''diabetes é assim mesmo'', porque não é :) Como medir a cetona? Existem no mercado 2 aparelhos da marca FreeStyle que medem cetonas no sangue: Freestyle Optium Neo e Freestyle Libre. Não precisa configurar nada. Basta usar uma fita especial com a cor roxa que vende pela internet. - Pra quem não sabe como medir, fiz um vídeo explicando que você pode assistir AQUI. Sintomas de cetona alta: - Sede insaciável (mais do que de uma hiper normal), enjôo forte (muitas vezes com vômito), enxaqueca, falta de ar e taquicardia. Cada pessoa reage aos sintomas de uma forma, mas sabemos que quando se tem hiper atrás de hiper, o corpo meio que acostuma com os sintomas e ai a pessoa não sente muito. O que é ainda mais perigoso pois pode estar com cetona alta e nem sentir (e ai desenvolver o quadro de cetoacidose). Então já sabe... sentiu algum desses sintomas? Mede a cetona! #diabetes #diabetestipo1 #cetoacidose

  • Qual o melhor tratamento para quem tem diabetes?

    Essa semana teve um debate na página sobre "controle do diabetes". Percebi que a palavra controle pode ter um significado diferente para cada um. Mas neste texto vou me ater apenas ao controle do diabetes como a forma como deixamos a nossa glicemia dentro dos níveis aceitáveis na maior parte do tempo, entendendo que fatores externos influenciam e que não somos robôs para ter linha reta de gráfico. Cada um tem o seu controle assim como cada um sabe o melhor tratamento para si mesmo. Visando uma melhor autonomia no tratamento, venho aqui falar para vocês sobre os tipos de tratamento disponíveis para diabetes tipo 1 no mercado brasileiro para vocês poderem debater com os seus médicos sobre o que é melhor para vocês. 1- Múltiplas Injeções de Insulina Este tipo de tratamento se baseia nas múltiplas injeções de insulina ao longo do dia. As insulinas por sua vez, podem ser várias. É mais comum em pacientes com diabetes tipo 1, embora alguns pacientes com diabetes tipo 2 utilizarem Neste tipo de tratamento, o paciente deve tomar de 1 a 3 vezes por dia a insulina basal (NPH, Lantus, Tresiba ou Toujeo) e aplicar a insulina rápida ou ultrarrápida nas principais refeições ou sempre que se alimentar e precisar corrigir uma hiperglicemia (bolus) (Rápida: Regular; Ultrarrápida: Humalog, Novorapid ou Apidra). 2- Bomba de Infusão de Insulina Este tipo de tratamento é feito a partir de um aparelho chamado Bomba de Insulina no qual ele fica inserido no paciente através de um cateter. Essa Bomba de Infusão de Insulina (popularmente conhecido como bombinha), injeta insulina de hora em hora no paciente, podendo as doses de cada hora serem ajustadas de acordo com a necessidade do paciente. Dessa forma, o paciente terá as doses basais e bolus em apenas um lugar. O cateter deve ser trocado a cada 3 dias e as marcas disponíveis no brasil são: Medtronic e Roche. 3- Remédios Orais Anti-Diabéticos Neste caso, esses remédios orais servem para diminuir a resistência à insulina do paciente com diabetes, diminuir o nível de glicose no sangue e alguns até ajudam a emagrecer. É mais comum diabéticos tipo 2 tomarem este medicamentos, mas muitos diabéticos tipo 1 usam esses remédios em conjunto com o tratamento com insulina. Vale lembrar que em conjunto com o tipo de tratamento que você e seu médico escolherem, não pode deixar de ter também: Seguir uma dieta balanceada e indicada para o seu biotipo e rotina Medir a glicose sempre em jejum, antes das refeições e antes de dormir (no caso dos diabéticos tipo 2, muitos médicos pedem apenas a glicose em jejum. Cada profissional de saúde sabe o que é melhor para o seu paciente). Contar carboidratos ajuda bastante no controle da glicose dos diabéticos tipo 1 Praticar exercícios físicos regularmente. Se der para ser diariamente, melhor ainda! Usar um sensor de glicose não é essencial, mas ajuda bastante na hora de saber onde está o erro do controle! No mercado existem o Libre e o Enlite (exclusivo para usuários de Bomba de Insulina Medtronic) #diabetestipo2 #diabetes #diabetestipo1 #controledodiabetes #diabetescontrolado

  • Viajando de avião com a Bomba de Insulina

    Oi meus amores! Hoje falarei para vocês como viajar com segurança de avião usando uma Bomba de Insulina! É época de férias e muitas famílias costumam viajar, porém, muitos ainda têm duvidas sobre como viajar com a Bombinha. O que pode ou não fazer, o que precisa levar.... Calma que eu te explico tudinho! Documentação Sempre que viajar de avião, é bom levar uma documentação do seu médico explicando o que é a Bomba de Insulina e descrevendo todos os insumos que você precisa. Eu já fui questionada por funcionários do aeroporto que nunca tinham visto uma bomba de insulina. Tentei explicar verbalmente mas eles ficaram meio desconfiados. Só depois que mostrei o laudo da minha médica é que eles relaxaram. Acreditem: Prevenção nunca é demais. Tem louco pra tudo nesse mundo! Insumos REGRA NÚMERO 1: TODOS OS SEUS INSUMOS PARA DIABETES DEVEM FICAR NA MALA DE MÃO! Eu costumo levar 1 cateter para cada dia que for ficar viajando. Acidentes acontecem e eu não quero correr o risco de ficar sem a Bomba de Insulina na minha viagem. Levo os reservatórios, sensor e acessórios (carregador, aplicador). Insulina para bomba e insulina basal para emergência (nunca se sabe). Levo também seringas e tirinhas a mais. Se for uma viagem longa, é bom levar um glicosímetro reserva. Faça uma listinha com as quantidades. Sempre leve a mais! Se quiser, ajudo vocês com essa listinha no privado ;) Raio X e Detector de Metais Bomba: Na hora de passar no raio x, pelo amor de Deus, não coloque a bomba de insulina na cestinha para ela passar dentro daquela máquina! Você pode passar com ela presa ao seu corpo no detector de metais sem problemas. Não precisa avisar também. Se apitar, você informa que é portador de diabetes tipo 1 e usa uma bomba de insulina. Aí mostra o laudo etc etc. Se tiver com medo, pode tirar a bomba do corpo e passar ela por fora do detector de metais, mas fique tranquilo: não tem risco de passar com ela pela portinha detectora de metais! Se questionarem e pedirem para passar pelo raio x, avise que é um dispositivo médico que não pode de forma alguma passar pela caixa de Raio x pois corre um risco alto de estragar a Bomba de Insulina. Sensor: O sensor pode passar pelo detector de metais sem problemas, sem precisar tirar transmissor nem nada. ATENÇÃO! Os sensores fechados (os que ainda não foram usados) NÃO podem passar no Raio X!!!!! Vocês vão ter que pedir que faça a revista manual deles (se você levar unidades, mais fácil, mas se levar na caixa fechada eles as vezes pedem pra abrir e ver o que tem dentro da caixa). Dentro do avião O sensor Enlite infelizmente não pode ficar ligado dentro do avião. Para viajar de avião, é recomendável que desligue o sensor no inicio da viagem e ligue novamente quando chegar ao seu destino. Pelo sensor transmitir dados à Bomba de Insulina, essa transmissão pode prejudicar a viagem tanto quanto o uso de aparelhos eletrônicos prejudica. Não precisa retirar o sensor do corpo nem o transmissor do sensor. Apenas desligar na Bomba e depois tornar a ligar como sensor antigo. Pra quem usa a 640G: A lindeza tem a opção de MODO AVIÃO! Resolvida a confusão de desligar ou não hehe Bom, espero que tenha ajudado vocês! Fim de Ano tá aí e todos queremos ter experiências maravilhosas nas nossas viagens! Desejo Boas Festas à todos e já sabem: podem contar comigo para o que precisarem <3 Quem escreveu? Bia Scher Relações Públicas - Social Media Diabética Tipo 1 há 17 anos Fundadora do blog Biabética #bombadeinsulina #diabetestipo1 #diabetes

  • Tipos de Bolus - Bomba de Insulina

    #DicaDaBiabética: Se quiser aprender sobre Contagem de Carboidratos, recomendo este curso da nutricionista Noelly Dantas👩🏻‍: https://go.hotmart.com/E14865545R Oi pessoal, hoje iremos falar um pouco sobre as possibilidades de correção com a bomba de insulina. A Bomba de Infusão Contínua de Insulina procura assemelhar-se muito mais a secreção de insulina pelas células beta do pâncreas do que o tratamento com Múltiplas Doses de Insulina (M.D.I). Os modelos atuais presentes no mercado permitem realizar uma programação para infusão de insulina ao longo de 24h que chamamos de taxa basal. Onde esse basal pode ser ajustado de acordo com a rotina diária do paciente, como exercício, menstruação, doenças e outras condições. Sendo possível que esse ajuste seja feito a cada meia hora se necessário ( até 48 basais diferentes) de acordo com a necessidade do paciente. A bomba de insulina também permite a liberação de insulina devido a necessidade (bolus para correção e alimentação) e nas bombas mais atuais é possível que seja programado o bolus para cada horário do dia, onde o paciente somente informa o valor da glicose e do carboidrato e o aparelho calcula a dose para correção automaticamente (Muito bom isso né?). Além do bolus normal é possível realizar 2 tipos de bolus especiais e continuar a manter a sua glicemia dentro da meta alvo estabelecida. Esses bolus geralmente vem desabilitados na bomba, podendo ser habilitados a qualquer momento e utilizados de acordo com o tipo de alimento e condição a ser ingerido. Bolus Onda Dupla ou Bolus Multionda Esse tipo de bolus combina a administração de um bolus normal (imediato) e um bolus estendido (onde você determina o período de tempo), sendo muito utilizado para alimentos ricos em gordura e proteína, fazendo com que sua glicemia se mantenha dentro da meta no pós alimentação mais tardio. Como já é sabido, em torno de 10% da gordura e 50% da proteína de um alimento se transformam em glicose ao longo de 4 a 5 horas após a ingestão. Logo alimentos como pizza, churrasco, sanduíches de fast food, e até a pipoca, fazem aumentar a glicemia algumas horas após a ingestão, mesmo quando é feita a correção alimentar normal. Para realizar a correção onda dupla ou multionda é necessário informar a bomba a quantidade de carboidratos a ingerir, após o calculo da dose optar por esse tipo de correção, e escolher a proporção que deseja que seja infundido, a bomba sugere 50% - 50%, onde os primeiros 50% entram de forma imediata (bolus normal) e os outros 50% entram no tempo que o paciente define, sendo o recomendado para esse tipo de bolus fazer o estendido em 2h para a insulina injetada refletir nas outras 2 horas da transformação da proteína ou gordura em açúcar. O paciente deve medir 2h após o inicio da correção e 4 horas após seu inicio para ver a finalização e a partir dai verificar se deve colocar proporção maior ou menor no bolus no estendido. Bolus Onda Quadrada ou Prolongado Também é possível realizar um bolus Onda Quadrada ou Prolongado, onde após o cálculo da dose para a correção alimentar, o paciente define o tempo que deseja que infusão ocorra. Pode ser usado para festas e coquetéis, onde para não precisar corrigir todo o tempo. O paciente estima a quantidade em média que irá consumir na festa e após o cálculo da dose pede para que esta seja infundida durante o tempo que ficará no local da festa. Também pode ser usada para pessoas que tem digestão lenta, evitando assim hipoglicemias pós alimentares. Lembrando que nesse tipo de bolus após as 2 primeiras horas de seu início se faz necessário fazer a ponta de dedo para verificar se há algum aumento ou queda de glicemia. Caso haja aumento existe a possibilidade ainda de fazer uma correção para a glicose e ainda manter a correção estendida, somente para levar a glicemia para a meta, pois alguns alimentos não tem a mesma velocidade de aumentar a glicemia que outros e isso só saberemos realizando a medição. Vale lembrar que qualquer tipo de bolus realizado na bomba de insulina pode ser cancelado pelo paciente caso ele tenha cometido algum engano ou não deseje mais fazer aquele tipo de correção. Cada modelo de Bomba de Insulina disponível no Brasil tem seu modo de realizar tal cancelamento (verificar manual da sua bomba). Espero ter ajudado com essas informações! Bjus doces! #DicaDaBiabética: Se quiser aprender sobre Contagem de Carboidratos, recomendo este curso da nutricionista Noelly Dantas👩🏻‍: https://go.hotmart.com/E14865545R Sobre a autora: Ligia Figueiredo Enfermeira Clínica Especialista em Educação em Diabetes e Doenças Crônicas não Transmissíveis #bombadeinsulina #diabetes #diabetestipo1 #medtronic

  • A importância de limpar as mãos para medir a glicemia

    Docinhos, Vocês limpam as mãos antes de medir a glicemia de vocês? Pra quem respondeu sim: Muito bem, vai ganhar um doce! (diet hehe) Pra quem respondeu não: Ih, sabe de nada inocente.... Vou te explicar porque é tão importante: Quando medimos a nossa glicose com a mão suja, temos o risco de contaminar o nosso sangue com sujeira e assim alterar o resultado da glicose. Vai dizer que nunca mediu a glicose e ela ficou um pouco mais alta do que você imaginava? Ou fez a correção para uma hiper e não entendeu porque teve hipo depois? Às vezes pode ter sido um dedinho sujo que atrapalhou a medição correta e por sua vez fez você aplicar mais insulina do que deveria. Reparem na foto abaixo. Medi essa glicemia em jejum. Pode parecer pouca diferença mas pra mim eu tomaria 1u a mais se tivesse 200! Olha que perigo... Esse erro é mais comum do que vocês imaginam! Muita gente acha está limpo mas na verdade não está! Por isso é tão importante limpar as mãos logo antes de furar o dedo. Podemos lavar com água e sabão, mas e quem não está perto de um banheiro? Eu indico um gel antisséptico! Recebi um pra testar há umas 2 semanas e estou amando, é o HiClean Gel! Ele além de ter um cheiro muito bom, hidrata bastante as mãos, podendo ser usado várias vezes por dia. O gel antisséptico HiClean tem em vários tamanhos e custa de R$5,99 a R$15,99. Ele é vendido na maioria das farmácias do Brasil O que mais gostei foi o de Extrato de Algas. O cheiro é muito delicado! E concordamos que esse Jelly Holder é a coisa mais prática e fofa né? <3 Saiba ainda mais sobre a importância de lavar as mãos aqui Sabendo disso tudo que contei, vocês vão passar a limpar os dedinhos antes de medir? #diabetestipo2 #diabetestipo1 #diabetes #diabetescontrolado

  • Bomba de Insulina: Tudo o que você precisa saber!

    Modelo da minha Bomba de Insulina: Medtronic 640G O que é A Bomba de Insulina é uma terapia de insulina usada por diabéticos tipo 1 para substituir as múltiplas injeções de insulina por dia. É usado um cateter indolor conectado ao corpo e o dispositivo injeta insulina automaticamente por hora de acordo com as doses prescritas pelo endocrinologista. Quem pode usar Qualquer um com diabetes tipo 1 pode usar, desde que tenha disciplina. A Bomba de Insulina não é um tratamento milagroso. Precisa de responsabilidade e disciplina nas medições e correções para que o tratamento funcione. Não existe idade mínima nem máxima. Conheço pacientes que começaram a terapia com 1 mês de vida (juro! Se duvidar, fala comigo que te mostro foto do baby. É a coisa mais fofa!) e vovós de 80 anos usando (e amando!). Basta o seu médico aprovar e indicar a terapia. Benefícios A Bomba de Insulina é famosa por ajudar na estabilidade glicêmica, uma vez que as doses durante o dia podem ser ajustadas de acordo com a rotina do paciente. Como a administração basal é horária, ela pode ser alterada em diferentes momentos do dia, fazendo com que a glicemia se estabilize. Há também o benefício da contagem de carboidratos. Além do basal ajustável, a bomba de insulina funciona da seguinte forma com a alimentação: sempre que comemos algo, devemos informar na bomba a quantidade de carboidratos que estamos consumindo. Por que? Porque dentro dela já está pré-programado pelo médico o quanto de insulina devemos tomar para aquela quantidade de carboidratos. Então ela faz a conta mais difícil pra gente, nós só precisamos somar os carboidratos das refeições e avisá-la. Fácil, né? Basal temporário: Em casos isolados, a nossa glicemia pode se alterar sem a nossa culpa: TPM, estresse contínuo, exercício intenso, gripe ou inflamação. E nesses momentos precisamos mudar as nossas doses de insulina para evitarmos a hiper ou hipoglicemia. Na bomba existe uma programação chamada basal temporário, que é quando aumentamos ou diminuímos a quantidade de basal em uma certa porcentagem por um certo período de tempo, afim de ajudar no controle da glicose. Bolus quadrado: O bolus quadrado administra uma quantidade nivelada de insulina por um período que pode variar de 30 minutos a 8 horas. Esta opção pode ser utilizada ao fazer uma refeição por um período prolongado (ex: festas) ou em caso de digestão lenta. O usuário estabelece a dose total e escolhe por quanto tempo irá receber a dose. Bolus duplo. Parecido com o bolus quadrado, no bolus duplo o usuário divide a dose em 2x e escolhe a porcentagem da dose que receberá na hora e o restante que receberá aos poucos até o segundo momento. Ele irá escolher por quanto tempo a segunda dose será administrada. É ideal para alimentos muito gordurosos como pizza e pipoca. Exemplo de bolus duplo na Bomba de Insulina Medtronic Veo Indicação A bomba é indicada para pacientes que tenham disciplina, que preferencialmente mas não essencialmente estão acostumados com contagem de carboidratos, estão com um difícil controle e/ou possuem hipoglicemias constantemente. O que tem no Brasil No Brasil existem duas empresas que fabricam Bomba de Insulina: Medtronic e Roche Diferencial Medtronic: Sensor CGM A Bomba de Insulina da marca Medtronic tem um diferencial que é o sensor de monitorização contínua de glicose que mede a glicemia de 5 em 5 minutos e envia as informações através de um transmissor chamado Minilink para a bomba de insulina de forma automática. A bomba de insulina, que já está programada com valores limites de hiper e hipoglicemia, avisa ao usuário toda vez que receber um valor fora da meta e consegue também prever hipo ou hiperglicemias, diminuindo a frequência das mesmas no controle da glicose. O modelo Veo tem o sistema de suspensão automática de envio de insulina caso a glicose chegue a níveis críticos. O usuário, junto com o seu médico, estabelece esse nível crítico. Em maio de 2017 foi lançado o Sistema 640G no Brasil e tem um diferencial que é o SmartGuard, um algoritmo que prevê a hipoglicemia e suspende a infusão de insulina até que o paciente saia do risco de hipoglicemia. Além disso, este modelo é à prova d'água. Diferencial Roche A Bomba de Insulina da marca Roche tem um diferencial que é o Smart Control. É um glicosímetro que funciona como controle remoto da bomba Spirit Combo. Eles se comunicam através de bluetooth, fazendo com que o usuário possa mexer na bomba sem precisar tocá-la. Sempre que medir a glicose, insere-se no controle a quantidade de carboidratos da refeição e apertar OK. Pronto, a bomba já estará aplicando insulina sem nem mesmo ter saído do seu bolso. Além de aplicar insulina, o controle permite que o usuário escolha o perfil de basal (pode deixar pré programado alguns perfis como: TPM, exercícios, etc). Performa Combo com o Bluetooth ligado: O controle vira a tela da Bomba de Insulina Posso testar antes? Sim! Ambas as marcas oferecem um sistema de teste por 30 dias para o paciente experimentar se vai se adaptar com a Bomba de Insulina antes de testar. A Roche oferece 2 tipos de teste, pago e gratuito. O pago custa em média R$600,00 no qual você tem direito a ganhar permanentemente o Smart Control (glicosímetro) e recebe tiras para o período de teste.e você pode agendar no telefone: 0800 7720 126 O teste para a Bomba Medtronic é gratuito e você pode agendar no telefone: 0800 7739 200 Como conseguir no Brasil Pagando: O preço de uma bomba de insulina varia entre R$14.000,00 e R$20.000,00 e os insumos por mês custam em média R$900,00 (sem contar os sensores no caso da Medtronic) e em média R$2.800,00 com os sensores. Para comprar, basta ligar nos telefone e falar com um representante. De forma judicial contra o Estado, Município ou Plano de Saúde: O passo a passo você encontra aqui! O que tem lá fora Fora do Brasil existe várias Bombas de Insulina de marcas bem legais, separei algumas para vocês (os links estão em inglês): Tandem (US) Omni Pod (US / UK / Canada) Minimed 670G (US) Animas Vibe (US / UK / Europe) Accu-Chek Insight Insulin Pump System (UK) Pra quem entende inglês e quer saber mais ainda sobre elas, clique aqui Momento merchan: Decorando a sua Bomba de Insulina Na minha loja virtual, eu vendo adesivos decorativos para os modelos de Bomba de Insulina que existem no Brasil. Dá uma olhada: Leia outros links: Diabetes Forecast Beyond Type 1 #controledodiabetes #hemoglobinaglicosilada #hemoglobinaglicada #diabetestipo1 #diabetes #diabetescontrolado #bombadeinsulina #medtronic #contagemdecarboidratos #insulina

  • Como diminuir o Índice Glicêmico dos alimentos?

    #DicaDaBiabética: Se quiser aprender sobre Contagem de Carboidratos, recomendo este curso da nutricionista Noelly Dantas👩🏻‍: https://go.hotmart.com/E14865545R Pra quem não sabe, o Índice Glícêmico é a velocidade com que um alimento eleva o açúcar no sangue. E é por este motivo que devemos evitar os alimentos de alto IG. Porém, existem estratégias nutricionais que possibilitam a diminuição do IG dos alimentos, fazendo com que nós diabéticos, possamos comer esses alimentos sem medo daquele pico enorme na glicemia. 5 dicas para diminuir o IG dos alimentos: Preste atenção no tamanho da porção, por exemplo: a melancia é um alimento que tem alto IG, mas baixa carga glicêmica, isso significa que comer uma fatia pequena não vai gerar um pico tão alto na sua glicemia, isso só aconteceria se você comece uma quantidade muito grande desse alimento. Preferir sempre alimentos integrais. Quanto maior a partícula de carboidrato, maior tempo para nosso organismo conseguir digerir e absorver, diminuindo os picos de glicose no sangue. Coma a fruta inteira no lugar do suco! Quando você tritura a fruta, além de vitaminas ocorre uma perda de fibras também, responsáveis por tornar mais lenta a absorção do carboidrato da fruta. Mas você não precisa abolir o suco da sua vida, basta adicionar fibras ao suco, como por exemplo uma colher de chia ou farelo de aveia. Adicione proteínas, gorduras boas e fibras nas suas refeições. Uma dúvida que a maioria dos diabéticos tem (ou já teve) é sobre a tapioca; a tapioca tem alto IG, ela altera a glicemia da mesma forma que o pão e é uma verdadeira bomba pra glicemia. Mas a boa notícia é que podemos diminuir muito o IG da tapioca e consumi-la sem culpa; basta adicionar uma fonte de fibra, proteínas ou gorduras. Por exemplo: tapioca c/ chia e queijo, tapioca c/ frango desfiado, tapioca c/ chia e pasta de amendoim. O mesmo serve para o pão, o importante mesmo é não consumir esses alimentos puros, sem adicionar nenhuma fonte de proteína, gordura ou fibras. Dessa forma, o alimento que era somente carboidrato refinado (açúcar) passa a ser rico em outros macronutrientes que fazem com que o carboidrato presente seja absorvido de forma lenta, evitando o pico na glicemia. Antes das maiores refeições, como almoço ou jantar, coma salada! Isso mesmo, antes de ingerir um carboidrato como o arroz, por exemplo, coma bastante salada de preferência crua, pois são ricas em fibras e quando o carboidrato presente no arroz for absorvido, isso vai acontecer de forma lenta devido a quantidade de fibras da salada que foi consumida primeiro. Observe que eu falei antes, não adianta comer o arroz primeiro e só depois partir pra salada. Espero que tenham gostado das dicas, são simples mas acreditem, fazem TODA diferença no seu controle e são superadaptáveis ao dia a dia. Até mais! #DicaDaBiabética: Se quiser aprender sobre Contagem de Carboidratos, recomendo este curso da nutricionista Noelly Dantas👩🏻‍: https://go.hotmart.com/E14865545R Sobre a autora: Noelly Dantas Nutricionista Clínica Educadora em Diabetes Diabética tipo 1 #educaçãoemdiabetes #diabetes #diabetestipo1 #controledodiabetes #diabetescontrolado

  • 15 dúvidas mais comuns sobre Contagem de CHO

    #DicaDaBiabética: Se quiser aprender sobre Contagem de Carboidratos, recomendo este curso da nutricionista Noelly Dantas👩🏻‍: https://go.hotmart.com/E14865545R Meu pai me deu um livro muito interessante esses dias. Chama-se ''Contagem de carboidratos e monitorização. 101 respostas''. Estudei esse livro pra poder dar o melhor conteúdo a vocês e resolvi fazer um post respondendo as perguntas que mais recebo na página. Para responder essas perguntas com informação de qualidade, me basearei pelas perguntas e respostas do livro. Citarei algumas para vocês: 1) ''Quais são os objetivos da Contagem de Carboidratos?'' ''Atingir o melhor controle metabólico; Proporcionar uma alimentação saudável, contendo carboidrato, proteína e gordura; Possibilitar um plano alimentar individualizado e flexível; Favorecer o crescimento e desenvolvimento; Favorecer a manutenção do peso saudável; Evitar as complicações agudas e crônicas.'' 2) ''Por que contar carboidratos?'' ''O carboidrato é o principal nutriente que eleva os níveis de glicemia. Aproximadamente 100% do mesmo é convertido em glicose, no prazo de 15 minutos a 2 horas e, colocando-se em foco, poderá auxiliar no controle glicêmico.'' 3) ''Quais os alimentos que contém carboidratos?'' ''Podem ser encontrados nos pães, biscoitos, cereais, macarrão, arroz, grãos, como também nos vegetais, leite, iogurte, frutas, sucos, açúcar, mel e alimentos que contenham açúcar.'' 4)"Quais as quantidades de carboidratos que um indivíduo saudável deve consumir diariamente?'' ''O requerimento de carboidratos está relacionado às necessidades calóricas e essas necessidades são baseadas na altura, peso, hábitos alimentares, estilo de vida, atividades físicas e objetivo de tratamento. De acordo com a American Diabetes Association, a porcentagem de carboidratos deve ser individualizada, levando em consideração todos os fatores já citados." 5)"O que é razão insulina:carboidrato?" "Razão insulina:carboidrato significa o quanto uma unidade de insulina ultrarrápida irá cobrir de carboidrato. A razão insulina:carboidrato, em geral, está relacionada à sensibilidade insulínica da pessoa" 6)"Como definir a razão insulina:carboidratos em adultos?" "Existem algumas maneiras e as mais utilizadas são: Regra geral: nesta regra, partimos do princípio onde 1 unidade de insulina ultrarrápida cobre 15 gramas de carboidrato. De acordo com o peso: de acordo com a tabela relacionada abaixo, definimos um ponto de partida levando em consideração o peso inicial do paciente. Monitorização: através da observação das glicemias pré e pós prandiais, define-se a razão." Peso (kg) | Razão 50 - 58 | 1 : 15 59 - 63 | 1 : 14 63 - 68 | 1 : 13 68 - 77 | 1 : 12 82 - 86 | 1 : 10 91 - 100 | 1 : 8 100 - 109 | 1 : 7 7)"Como definir a razão insulina:carboidratos em crianças?" "Existem algumas maneiras e as mais utilizadas são: Regra geral: nesta regra, partimos do princípio onde 1 unidade de insulina ultrarrápida cobre 30 gramas de carboidrato. Regra 500: nesta regra, divide-se 500 pela dose/total de insulina administrada nas 24h. Ex: total de insulina/dia = 12 500 : 12 = 42, portanto neste caso 1 unidade de insulina ultrarrápida deverá cobrir 42 gramas de carboidrato. Monitorização: através da observação das glicemias pré e pós prandiais, define-se a razão." 8)"A razão insulina:carboidrato pode ser modificada ao longo do dia?" "Sim. Geralmente quanto mais sensível à insulina o paciente for, maior a proporção de carboidratos cobertas por uma unidade de insulina. Essa sensibilidade pode ser alterada ao longo do dia, dependendo da resistência à insulina do indivíduo. Pode-se estabelecer uma razão pela manhã e outra à noite, por exemplo. É comum notar-se uma sensibilidade menor no período da manhã e no entardecer, aumentando assim a necessidade de insulina." 9)"Como avaliar se a contagem de carboidratos dos alimentos está sendo realizada corretamente?" "As glicemias pós prandiais são especialmente importantes na contagem de carboidratos, estando intimamente relacionadas às quantidades de alimento ingeridas, bem como a medicação atuante naquele momento. Outro artifício é sempre anotar o que comeu, calculando as gramas de carboidratos. Nas consultas, profissional e paciente checam a contagem através das anotações. Ainda é válido reforçar a importância de pesar e medir suas porções até que seu olho seja treinado.'' 10) '' A prática de atividades físicas deve ser levada em consideração nesse tipo de terapia?'' ''Sem dúvida, assim como em qualquer outra estratégia nutricional. A atividade física geralmente diminui os níveis de glicemia. Dependendo do tipo, intensidade e duração da atividade, a atividade física pode abaixar até 36 horas após a atividade física.'' 11) ''Como proceder ao ingerir bebidas alcoólicas, estando em contagem de carboidratos?'' ''O álcool não requer insulina para o metabolismo. O álcool puro como uísque, gin, run, vodka contém calorias, mas não carboidratos. Como ponto de partida dizemos que uma ou duas doses de bebida alcoólica não necessitam de bolus, mas caso o paciente exceda essas quantidades, tal situação deverá ser avaliada individualmente. Algumas vezes esse carboidrato deverá ser calculado, necessitando de bolus adicional. Assim, para saber como o corpo reage à bebida alcoólica, será importante checar a glicemia antes e duas horas depois de ter ingerido tal bebida.'' Exemplos de bebidas que contém carboidrato: cerveja, vinho, caipirinha, batidas e alguns drinks. 12) ''Muitos pacientes relatam que 4 a 5 horas após consumir churrasco e pizzas, a glicemia fica muito alta. Existe alguma técnica especial para essas situações, estando em contagem de carboidratos?'' ''É importante lembrar que aproximadamente 60% da proteína e 10% da gordura são convertidos em glicose, em aproximadamente 3-4 e 5-6 horas, respectivamente. Algumas dicas para evitar a hiperglicemia por proteína em excesso e gordura: Aprenda a estimar a conversão de proteína em carboidrato. A cada 1 porção de carne (total de 90g), deve-se considerar 15g de cho. Explicação: 90g de carne = 25g de proteína, pensando que 60% dessa proteína é convertida em glicose, 25 x 0,6 = 15g cho. Esta conversão é indicada quando o paciente consumir acima de 1 porção de carne. Pode-se achar necessário em situações de churrascaria e/ou pizzaria treinar a aplicação de insulina ultrarrápida após o término da refeição, retardando assim o pico de ação, coincidindo com o tempo de absorção da proteína e gordura que são mais tardios. Ou ainda dividir dose de insulina ultrarápida naquele momento, aplicando metade da dose antes da refeição e a outra metade após a refeição. 13) ''O que é importante identificar ao ler os rótulos dos alimentos?'' ''- Checar o tamanho da porção que está no rótulo, que nem sempre é a porção que será consumida. - Checar a quantidade de gordura total/porção - Checar a quantidade de total/porção'' 14) ''O que é importante ser registrado em um diário para evolução de terapia?'' ''- Data - Hora - Glicemias pré e pós prandiais de todas as refeições. - Anotação do tipo e quantidade de alimento - Anotação do cálculo de carboidrato (g) do alimento ingerido. - Anotação do bolus de alimentação - Anotação do bolus de correção - Anotação de prática de atividade física - Anotação de inteccorências (período pré menstrual, stress, gripe, infecção, etc) - Anotação de qualquer situação que saia da rotina'' Dica de aplicativo maravilhoso que faz o trabalho do diário para você: MySugr 15) ''Como interpretar uma hiperglicemia?'' ''Pré prandial: talvez haja necessidade de avaliar dose de insulina basal Pós prandial: identificar se houve falha na contagem dos carboidratos. Se não, identificar se há necessidade em mudar a razão insulina:carboidrato. Fonte: Livro ''Contagem de carboidratos e monitorização. 101 respostas''. Autor: Giseli Rossi Goveia - Luciana P.C. Bruno - Paula Maria de Pascali Editora: Preventa Edição 2003 #contagemdecarboidratos #hiperglicemias #hipoglicemia #diabetescontrolado #diabetes #diabetestipo1 #DM1 #controledodiabetes

  • Entenda melhor: Libre x Enlite

    ''-Bia, você gosta de usar o libre? - Não uso o libre, uso o Enlite -Mas não é a mesma coisa??????'' Cenas como esta acontecem diariamente comigo depois do lançamento do Freestyle Libre, o sensor de glicose que evita as picadinhas nos dedos. Muita gente que nunca tinha ouvido falar de um sensor de glicose acha que o Libre foi algo completamente revolucionário e milagroso. Não exatamente, povo! Eu uso um sensor de glicose que existe HÁ ANOS. Porém, só usa quem tem Bomba de Insulina. É o sensor Enlite, que é maravilhoso e me ajudou muito a controlar a minha glicose. Resolvi escrever este post pra poder explicar tim tim por tim tim sobre os dois. Vem ler: Definição Enlite: Sensor de glicose que mede a glicose do fluido intersticial a cada 5 minutos por meio de monitorização contínua de glicose. Libre: Sensor de glicose que mede a glicose do fluido intersticial a cada 1 minuto por meio de monitorização flash Duração Enlite: 6 dias Libre: 14 dias Preço Enlite: Cerca de R$2.000,00 por mês (1 caixa com 5 sensores), segundo o fabricante. Libre: Cerca de R$500,00 por mês (2 sensores), segundo o fabricante. Transmissão de dados Enlite: Existe um transmissor chamado minilink que não é descartável e tem validade de até 1 ano. Ele é reutilizável a cada troca de sensor e sua bateria deve ser carregada sempre que for retirado do sensor. A transmissão dos dados do minilink para a bomba de insulina é de forma automática. E a bomba de insulina, por sua vez, que já está programada com valores limites de hiper e hipoglicemia, avisa ao usuário toda vez que receber um valor fora da meta e consegue também prever hipo ou hiperglicemias, diminuindo a frequência das mesmas no controle da glicose. Isso acontece por conta do sistema de monitoramento contínuo. A bomba de insulina não faz a correção automática ainda. Libre: O sensor é descartável e os dados são transmitidos através de um leitor que pode ler o sensor a cada minuto. A transmissão não é automática, depende deste leitor. O usuário precisa passar o leitor perto do sensor para realizar a leitura, que é instantânea. O libre consegue também ler a tendência de glicose, fazendo com que o usuário preveja se terá hipo ou hiperglicemias, diminuindo a frequência das mesmas no controle da glicose. Cola do adesivo Enlite: Dentro da caixa do sensor vem uns adesivos transparentes que são indicados para usar como reforço do sensor de glicose, uma vez que o minilink é um pouco pesado e pode ter o risco de puxar o sensor pra fora marca. Libre: Costuma colar bem. Em pacientes com a pele muito oleosa, indica-se fitas adesivas para reforçar o adesivo. Você encontra dicas aqui. Calibração Enlite: Precisa ser calibrado com ponta do dedo pelo menos 3 vezes ao dia, segundo recomendação do fabricante. Libre: O libre não precisa de calibração, embora seja indicado checar com a glicemia sanguínea no primeiro dia para saber se as leituras estão batendo. Caso os sintomas não batam com a leitura, é indicado checar na ponta do dedo para conferir se a leitura do sensor está correta. Precisão Enlite: Se bem calibrado e aplicado corretamente, a precisão é ótima. Libre: Se aplicado corretamente, a precisão é ótima. Diferenças na leitura Ambos: Por ser utilizado o fluido intersticial como forma de medir a glicose no sangue, pode ser que em momentos de alteração bruscas no valor da glicose, a leitura não seja muito precisa. Isso se explica pelo fato do sangue receber as informações mais rápidas e o liquido intersticial um pouco mais lentamente. É por este motivo que muitas vezes as leituras podem não ser muito precisas. Entenda mais sobre diferenças entre glicose sanguínea e glicose do fluido intersticial aqui. Gráfico Enlite: O gráfico da Bomba de Insulina mostra a variação glicêmica nas últimas 3, 6, 12 e 24 horas (no modelo VEO) que são as linhas verticais e a meta de glicemia estipulada pelo médico junto com o paciente, que são as linhas horizontais. Libre: O gráfico do Libre mostra a variação glicêmica nas últimas 8 horas que são as linhas verticais e a meta de glicemia estipulada pelo médico junto com o paciente, que são as linhas horizontais. Momento Merchan: Adesivos para decorar o Libre e o Enlite Você pode encontrar lindos adesivos como esses aqui embaixo para decorar o seu sensor na minha loja virtual! Corre pra ver todas as opções <3 #bombadeinsulina #diabetes #DM1 #diabetestipo1 #diabetescontrolado